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 Fanfic: Nova Terra (VOY)

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Arymura
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São Vicente
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MensagemAssunto: Fanfic: Nova Terra (VOY)    Seg Set 12, 2016 11:23 pm

Rating: General Audiences
Archive Warning:  No Archive Warnings Apply
Category:  F/M - What If
Fandom:  Star Trek: Voyager
Relationship: Chakotay/Kathryn Janeway
Characters: Chakotay, Kathryn Janeway, Tuvok, The Doctor (Star Trek), B'Elanna Torres, Harry Kim, Neelix.
Language: Português brasileiro
Status: Em Revisão

Summary:

Essa historia se passa entre o episodio Resolutions e segue um rumo diferente ao do episodio.

Capítulo 1

Mais um dia começa nessa nova Terra, Chakotay está fazendo nosso café da manhã novamente. Estamos aqui há poucos dias, mas após aquela tempestade em que perdi tudo, eu comecei a enxergar esse lugar como um novo lar... Pelo menos não estou sozinha, Chakotay tem me apoiado muito, além de que, ele cozinha muito bem.



— Kathryn — diz Chakotay —, nosso café da manhã está pronto, não demore, pois vai esfriar.



Kathryn levanta de sua mesa e se dirige a cozinha, agradecendo em pensamento pela comida de Chakotay ser melhor do que a de Neelix.



— Chakotay, parece que temos um banquete hoje?


— Tivemos uma colheita farta — responde ele.



Kathryn se senta e começa a comer. Por um instante, ao olhar para seu companheiro de exílio, ela se lembra de suas refeições ao lado de Mark, seu noivo. Uma dor de saudade tomou seu peito, mas, ao mesmo tempo, também uma felicidade por poder ter um pouco daquele passado de volta, desfrutando uma refeição normal, sem as formalidades exigidas de um capitão.



Após a refeição, Chakotay retorna aos projetos de expansão do seu novo lar, e Kathryn decide ajudá-lo.



— Teremos novos cômodos na nossa casa? — Kathryn pergunta com um olhar intrigado.


— Sim, talvez antes do que esperávamos, pois pretendo construir também uma estufa. — Chakotay sorri com orgulho de seus desenhos.


— Já está se preparando para o inverno? — ela comenta surpresa.


— Não sabemos com certeza como são as estações nesse planeta, e após aquela tempestade, penso que tudo é possível.


— É verdade. — Kathryn se senta em um banco, com um olhar preocupado. — Melhor estarmos prevenidos.


— Aquele dia foi muito difícil. — Chakotay senta-se ao lado dela. — Kathryn, tive tanto receio de não lhe encontrar — Chakotay diz com um olhar triste — e, no dia seguinte, descobrir que tudo havia sido destruído foi terrível, mas você nunca foi de se abater por qualquer problema.



Kathryn sente a angústia das lembranças daquele dia se esvair com as palavras de Chakotay. Por alguns momentos, há um silêncio entre os dois; a lembrança sobre aquela noite em que Chakotay contou sobre uma "lenda de seu povo" volta à mente de Kathryn constantemente.



— Podíamos fazer um piquenique amanhã, quem sabe no lago que avistamos alguns dias atrás? — Chakotay pergunta, tentando alegrar o momento.


— Creio que será interessante... — responde Kathryn com um brilho nos olhos de quem anseia por algo.



Nesta noite, enquanto Kathryn lê um livro, Chakotay desenha os projetos para sua estufa.



— Kathryn, você tem um minuto?


— Claro! — Ela olha para ele interessada em saber o que ele tanto desenhava. — Achei que você nunca fosse me chamar!


— Como não? Eu preciso que a capitão aprove meu projeto! — Chakotay e Kathryn riem como se toda a formalidade de títulos fosse uma besteira que leram em uma revista.



Depois de algumas horas discutindo melhorias no projeto da estufa, Kathryn se larga numa poltrona.



— Quem pensaria que depois de toda aquela perseguição no quadrante Alpha, nós terminaríamos juntos num planeta distante, discutindo projetos de uma estufa. Isso é tão inacreditável, que se alguém me contasse, eu nunca levaria a sério!



Chakotay senta-se ao seu lado e se acomoda na poltrona.


— Realmente, eu não acreditaria. Não naquela época em que exista tanto ódio em mim. Agora me parece melhor viver aqui do que em busca de uma vingança eterna...



Kathryn se vira em direção a ele com um olhar calmo e sereno, um sorriso discreto em seus lábios, enquanto se perde em devaneios.


— No que tanto pensa, Kathryn? — questiona Chakotay, interrompendo os pensamentos dela.

— Eu até perguntaria se você está preocupada com algo, mas eu fui seu comandante tempo suficiente para saber que essa sua expressão não é de preocupação.



Kathryn fica desconcertada.



— O que há? — insiste Chakotay. — Quem sabe eu não possa ajudar?


— Não é nada — responde rapidamente Kathryn —, eu só estava pensando em... Ah, esqueci o que eu estava pensando.


— Tudo bem, quando você quiser me contar, eu estarei aqui para ouvi-la. — Chakotay pega as mãos de Kathryn. — Eu sempre estarei.



Kathryn se levanta, mas com suas mãos ainda entre as de Chakotay.


— Acho melhor irmos dormir, amanhã temos um piquenique, não é? — diz Kathryn, respirando fundo.


— É... Talvez seja melhor. — Chakotay solta às mãos de Kathryn. — Boa noite.
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Arymura
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MensagemAssunto: Re: Fanfic: Nova Terra (VOY)    Qua Nov 08, 2017 4:23 pm

Capítulo 2

Um novo dia amanhece, Chakotay está preparando os itens para o piquenique. Kathryn acorda e decide ficar um pouco mais na cama, não ter preocupações com horários e turnos a faz querer relaxar um pouco mais. Um odor peculiar começa a invadir o seu quarto, um cheiro que ela achava que nunca mais iria sentir. Kathryn pega seu roupão e vai até a porta da cozinha.

—Bom dia Kathryn — fala Chakotay ainda de costas.— Eu tentei fazer uma surpresa, mas acho que falhei.

— Eu reconheceria este cheiro a anos-luz de distância. — Kathryn se senta à mesa e, com o olhar de um cachorro pedindo carinho, implora: —Eu posso experimentar um pouco?

—Era só para o nosso piquenique, mas tome um pouco. — Chakotay entrega uma xícara cheia a Kathryn.

— Como você conseguiu esse café?

— Eu pedi a Tuvok que colocasse ele nos itens que nos enviaram, assim se você esquecesse não ficaria sem. Hoje,mexendo em algumas caixas,eu os encontrei.

Kathryn bebe um gole, um misto de felicidade e euforia corre pelo seu corpo. Ela sempre gostou de café, mas esse era um dos últimos cafés não sintetizados que beberia pelo resto de sua vida, sendo assim, cada gole era especial e único.

— Quando terminar, podemos ir, nossa cesta já está pronta! — Chakotay apressa Kathryn.

Kathryn termina sua xícara e vai até seu quarto trocar de roupa. Neste meio tempo, ela pensa que nunca fez um piquenique com Mark, sempre estavam tão ocupados que não sobrava tempo.E agora nunca mais terão tempo para isso.

Após se arrumar, ela encontra Chakotay já do lado de fora da casa.

— Você está linda, Kathryn — ele balbucia as palavras.

Kathryn cora. Os dois seguem pela trilha em direção ao lago, quando Kathryn diz:
— Esse lugar lembra tanto a Terra, que não estranharia encontrar alguns coelhos correndo por aí.

— Seria ótimo, teríamos um bom jantar.

Kathryn ri.

— De fato, mas eu me contentaria até com uma galinha ou um peixe.

Os dois começam a rir e logo chegam até o lago. Kathryn estende um lençol na grama improvisando uma toalha, enquanto Chakotay abre a cesta e arruma o café da manhã.

— Não é muita coisa, mas pelo menos podemos aproveitar a paisagem — ele argumenta.

— Tudo está ótimo! — retruca Kathryn, já se servindo de outra xícara de café.

Os dois tomam café da manhã conversando sobre a estufa e sobre quem sabe, talvez um dia, construir um barco. Após o café ambos se deitam sobre a toalha, e olhando para o céu Chakotay diz:

— Kathryn, estive pensando que eu nunca me senti tão bem quanto agora, ao seu lado — ele diz de supetão.

Kathryn fica em silêncio sem saber o que dizer. Ela também se sente muito bem ao lado dele, mesmo distante de casa, de sua nave e tripulação. Há algo em Chakotay que a conforta e a faz querer ficar perto, mas neste momento ela não sabe como dizer o que sente. Kathryn vira-se para Chakotay olha em seus olhos e pensa:

Já estamos há tanto tempo aqui. Eu sei que aqui nossas patentes não valem nada, mas ele é meu comandante! Nós não podemos ter nada, mas eu me sinto tão bem ao seu lado... Não posso ter me apaixonado...

— Eu não sei como seria se você não estivesse aqui — Chakotay continua a falar. — Este local isolado é muito mais bonito com você junto a mim.

Kathryn continua olhando fixamente para Chakotay sem dizer uma palavra. Seu coração bate forte. Chakotay coloca uma de suas mãos no rosto dela.

Kathryn fecha seus olhos e diz:

— Eu... eu também gosto de estar com você, mesmo distante do resto do universo — ela murmura, enquanto Chakotay desliza a mão para o pescoço dela.

— Kathryn, eu...

— Por favor, não diga mais nada. — Kathryn põe a mão nos lábios de Chakotay.

Chakotay segura à mão de Kathryn, tirando-a de sua boca, ela estava fria e tentava não tremer.

— Eu estou apaixonado por você — diz Chakotay —, não há nada que eu possa fazer contra isso. Todo esse tempo naquela nave eu admirei sua força e seus princípios. E mesmo sendo tão forte, você nunca deixou de amparar qualquer um dos tripulantes daquela nave,fossem eles da federação ou maquis. E aqui conheci uma Kathryn um pouco diferente, sem todas as responsabilidades de capitão, uma mulher doce e ainda assim forte, com todas as qualidades que eu sempre admirei. E foi aí que tive a confirmação que não apaixonei pela capitão Janeway, e sim pela Kathryn.

Kathryn abre os olhos e respira fundo.

— Chakotay,nós não podemos...

Chakotay a beija, seus lábios apertam os de Kathryn, ela não oferece resistência e retribuiu o beijo, solta seu corpo no chão ainda com os lábios unidos aos dele. Após o beijo os dois passam um longo tempo se olhando, tentando descobrir o que fazer.

Eu achei que nunca mais sentiria o amor de um homem — Kathryn pensa.

Chakotay torna a beijá-la, suas mãos deslizam pelo pescoço dela, eles rolam pelo chão sem pensar em mais nada.

O céu escurece e uma nova tempestade se forma. Kathryn e Chakotay, perdidos entre carícias, não percebem o perigo a sua volta, e uma ventania forte e arredia começa a se formar. Tudo que estava sobre a toalha de piquenique começa a ser lançado pelos ares, só assim Chakotay percebe o que está acontecendo.

— Kathryn, veja o tempo! Acho que teremos outra tempestade. Precisamos ir para casa.

Chakotay levanta rapidamente, dá a mão a Kathryn e a ajuda se levantar. Os dois correm pela mata, os trovões se tornam ensurdecedores.

Perto da saída da floresta, uma árvore recebe um raio e cai bloqueando o caminho. Kathryn consegue passar antes da árvore cair, mas Chakotay não. Ao tentar passar por cima do tronco da árvore,ele fere sua perna num galho. Kathryn o auxilia até chegar a casa, em segurança.

— Está doendo muito? — Kathryn limpa o ferimento com um pouco de água, havia muito sangue misturado a pequenas lascas de madeiras. Enquanto ela limpa, Chakotay finge não sentir dor.

— Eu estou bem. — Chakotay tenta se levantar e cai sentado novamente.

— Não se mexa, eu vou cuidar desse machucado. Seria tudo mais fácil com o Doutor aqui, ele resolveria isso em um minuto! — Kathryn rasga um pedaço do seu vestido e faz um torniquete.

A tempestade piora do lado de fora da casa, Kathryn ajuda Chakotay a deitar em sua cama.

— Você precisa descansar para ficar bem, durma um pouco — diz Kathryn preocupada com o ferimento, depois se levanta, mas Chakotay a segura pela mão.

— Fique aqui comigo, por favor, esta tempestade parece-me mais destruidora que as outras. Talvez seja melhor ficarmos juntos?

— Só por isso você quer que eu fique? — responde Kathryn, sentando-se novamente na cama.

— Claro que não, mas eu precisava te convencer de alguma forma. — Chakotay ri da situação, um pouco envergonhado.

Kathryn se aproxima de Chakotay e toca seu rosto.

— Então me diga... Por qual razão você quer que eu fique? — Kathryn solta seus cabelos.

— Porque eu quero que esta noite você saiba o quanto eu a amo — diz Chakotay enquanto a beija.

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Arymura
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MensagemAssunto: Re: Fanfic: Nova Terra (VOY)    Qua Nov 08, 2017 4:24 pm

Capítulo 3


O dia se inicia e a tempestade acaba; um chiado invade o silêncio da casa, Kathryn acorda com o barulho, pega seu robe e vai em direção aos comunicadores; ao se aproximar, escuta uma voz conhecida:



— Capitão Janeway? Aqui é Tuvok, você consegue me ouvir?



— Sim, Tuvok, eu posso ouvi-lo — diz Kathryn, e Chakotay adentra na sala sem entender o que estava acontecendo.



— Nós conseguimos a cura para a doença com os Vidiians. Estamos prontos para transportá-los a bordo assim que vocês puderem.



— Tuvok, nos dê algumas horas para organizarmos as coisas que gostaríamos de transportar para a nave e, por favor, avise ao Doutor que Chakotay está com um ferimento na perna. — Kathryn olha para Chakotay, pálida e perdida.



— Ok, Capitão, aguardo seu contato.



Kathryn se levanta, vai em direção de Chakotay e sentasse ao seu lado.



Chakotay está calado e pensativo, apesar da excelente notícia recebida há poucos segundos, ele parece desnorteado, por isso Kathryn decide interromper o silêncio incômodo.



— Chakotay…



— Não se preocupe, Capitão, eu nunca falarei sobre nada do que aconteceu aqui.



— Não me chame assim ainda. — Kathryn passa a mão nos cabelos de Chakotay e levanta seu rosto. — Vamos aproveitar esses últimos momentos juntos. — Kathryn beija-o, intensamente, tentando fazê-lo esquecer do que lhe espera.



— Kathryn, eu te amo, mas sei as normas que devemos seguir, quando voltarmos àquela nave eu prometo respeitá-las! Não pela Federação, mas por você, pois sei o quanto tudo isso é importante para ti.



Kathryn o encara, querendo dizer que não se importava com nada disso, mas seria uma enorme mentira. Sentindo a dor da perda, lágrimas escorrem dos seus olhos.



— Essa será a última vez que estaremos juntos como amantes, por favor, vamos aproveitar quanto pudermos? — Kathryn beija-o novamente, tentando interromper aquelas palavras dolorosas sobre o futuro.



Chakotay a abraça, levanta-se e a segura pelas mãos.



— Me ajude a separar as coisas que iremos levar do nosso quarto.



Enquanto encaixotam tudo aquilo, que pertencia ao que aprenderam a chamar de lar, os dois tentam lidar com a nova tempestade, dessa vez dentro de seus âmagos.



Havia uma incerteza sobre aquela decisão, a vontade dizia para não retornarem a nave, mas a razão não os deixavam esquecer das cento e quarenta vidas que dependiam deles.



Kathryn tentava fazer o seu melhor. Reger uma nave perdida, num quadrante desconhecido e dividida entre tripulações da Federação e Maquis não era um trabalho fácil. Há pouco tempo, Chakotay agia como se pudesse se amotinar a qualquer momento, entretanto, agora era outro homem. Era um fardo pesado continuar no comando, mas ela se orgulhava da bravura de cada um daqueles que, todos os dias, lutavam para sobreviver. E por isso não podia abandoná-los, mesmo que lhe custasse sua felicidade.



— Querida, o que mais você quer que eu guarde?



— Pare um pouco e sente-se aqui comigo.



Chakotay obedece prontamente, como se já estivesse de volta ao serviço.



— Ei, relaxe um instante, eles podem esperar um pouquinho.



Kathryn se aninha nos braços de Chakotay, enquanto ele afaga seu cabelo.



— Do que adianta essa delonga, você não pode ser minha.



— Eu ainda sou sua.



Ela o beija com ardor, e ele se rende, deixando as preocupações de lado. Enquanto a Voyager os espera, eles trocam suas últimas carícias, em total cumplicidade.



Algumas horas depois, tudo está separado para o transporte, Kathryn ajuda Chakotay a fechar seu uniforme, coloca o comunicador no peito dele e no seu. Quando ela iria tocá-lo, Chakotay segura sua mão, lhe dá um último beijo, então olha em seus olhos e diz:



— Estou pronto, Capitão.



Kathryn se entristece por um momento.



— Tuvok, estamos prontos...

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MensagemAssunto: Re: Fanfic: Nova Terra (VOY)    Qua Nov 08, 2017 4:26 pm

Capítulo 4



De volta a nave, os dias passam calmamente, mas a tripulação percebe algo diferente em Chakotay.



No refeitório, Paris senta-se à mesa com B’elanna e Harry e diz:



— Vocês repararam que desde o comandante voltou, ele tem estado muito calado? Não compareceu mais as nossas noites de jogatina no holodeck , não faz mais suas refeições com a tripulação…



— Sim, eu reparei — diz B’elanna — e perguntei a ele o que estava acontecendo, mas ele diz que não há nada de errado. Talvez seja algum daqueles rituais indígenas.



— Será que este ritual inclui sacrifício? Pois ele parece estar pronto para isso.



Pouco depois, Chakotay chega ao refeitório, serve-se e senta-se isolado, comendo lentamente, parecendo perdido em algum pensamento.



— Por um instante, eu achei que era Tuvok que tinha chegado ao refeitório, mas, não, Tuvok está bem ali e parece mais animado que o comandante — diz Paris em tom de ironia.



B’elanna levanta-se e vai e até Chakotay.



— Comandante, nós lutamos por muito tempo juntos contra os Cardassianos, e desde que você salvou minha vida, eu nunca saí do seu lado. Eu sei que tem algo de errado acontecendo — indaga B’elanna.



— Não está acontecendo nada, eu já disse. Posso ter uma refeição em paz? — responde ele rispidamente.



— Todos estão comentando desse seu novo comportamento, você sempre foi próximo a tripulação, agora se isola feito um animal ferido pronto para morrer! — B’elanna bate os punhos cerrados na mesa.



Chakotay se levanta visivelmente irritado.



— Vá embora!



— Mas, Comandante…



— Se você disser mais uma palavra, eu vou considerar isso uma insubordinação. Você quer passar alguns dias em uma cela?

B’elanna dá as costas ao comandante e retorna a sua mesa, Harry e Paris não conseguem conter os risos.



— Obrigado por me fazer perder o apetite! — Chakotay resmunga e sai do refeitório.



— Eu vou atrás dele! — Ela se levanta, mas Paris segura seu braço.



— B’elanna, não faça isso, vamos almoçar, logo temos que voltar para os nossos postos.

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MensagemAssunto: Re: Fanfic: Nova Terra (VOY)    Qua Nov 08, 2017 4:29 pm

Capítulo 5

Chakotay vai para seu quarto, queria relaxar um pouco, mas as palavras de B’elanna não saem de sua cabeça.



Será que todos estão comentando mesmo? E se eles desconfiarem de algo? Janeway me odiaria por isso...



Ele pega seu conjunto medicinal e estende no chão, dentro do couro enrolado há uma asa de melro-preto, uma pedra de rio com um antigo símbolo de cura chamado CHAH-mooz-ee gravado e um Akoonah , um dispositivo utilizado para ajudar nas visões.



Enquanto toca o Akoonah e concentra o olhar na pedra, ele recita mentalmente as seguintes palavras:



Estamos longe dos locais sagrados de nossos avós.

Estamos longe dos ossos do nosso povo.

Mas talvez haja um ser poderoso que me aceite e me dê as respostas que procuro.



Em um dia normal, isso seria o suficiente para Chakotay conseguir se conectar com seu guia animal, mas, desta vez, a sua inquietação o impedia de qualquer contato.


Espíritos, ajudem-me antes que eu faça uma besteira.




Sentindo-se impotente, ele desiste de se comunicar. Guarda seus pertences e se encaminha a ponte, a passos largos e firmes, decidido a resolver esse problema de uma vez.



Enquanto aguarda o turbolift chegar ao seu fatídico destino, ele anda em círculos, repassando mentalmente o que irá dizer. Quando a porta se abre, ele ouve a voz de Janeway. .

— Alerta vermelho!


A luz vermelha toma conta da ponte de comando, Janeway vê o comandante chegar e o chama para assumir o seu lugar.


— Parece que estava adivinhando, Chakotay, eu ia chamá-lo agora mesmo, os Kazon resolveram nos fazer uma visitinha. — Ela se senta na cadeira.  



— Janeway…



— Não se preocupe, resolveremos isso rápido e se tivermos algum problema, eu sei que poderei contar com você. Senhor Tuvok, por favor, dispare nos motores da nave inimiga.



— Sim senhora, disparando.


A nave inimiga recebe o dano e para de atirar.

— Sr. Paris, vamos continuar nosso caminho.


— Como desejar, senhora. — Paris marca o curso para longe da nave Kazon.



— Comandante, venha até minha sala.



Janeway sai da ponte de comando e vai até sua sala, Chakotay a acompanha. Ao chegar à sala, ela serve chá para os dois, e o comandante sente-se um pouco nervoso.

Será que alguém desconfiou de algo e disse a ela?



— Há quanto tempo não tiramos alguns minutos para tomar um chá, não é? — diz Janeway sorrindo e interrompendo os pensamentos de Chakotay.


— Sim, muito tempo — ele responde intrigado.


— Soube que hoje haverá torneio de sinuca, você vai?


— Faz algum tempo que não compareço ao holodeck .


— Não venha com a desculpa de estar enferrujado, acho que ganho de você está noite, aceita o desafio? — Janeway estende a mão.


— E quando foi que você não ganhou? Mas aceito seu desafio. — Chakotay aperta a mão de Janeway e sorri.


Após algum tempo de conversas triviais, Chakotay retorna a sua cabine e pensa:


Creio que está é a resposta que tanto pedi.

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