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 A Filha de Dois Mundos

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T'Vran
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MensagemAssunto: Re: A Filha de Dois Mundos   Qui Dez 22, 2016 8:53 pm

Capítulo 32 - Paciente

McCoy observava a conversa , na esperança que, falando a mesma linguagem, Spock conseguisse convencer T’mar ao menos a se alimentar melhor. Ele não queria usar de sua autoridade e interná-la.

Não era possível escutar o que falavam, mas pela expressão de Spock ao sair da enfermaria, a conversa não havia surtido o efeito desejado.

Observou alguns instantes ela fitando o padd, com o olhar vazio.

Pegou o scanner medico e como fazia diariamente, aproximou-se com a intenção de examiná-la.

O rápido exame determinou que T’mar estava em um quadro severo de desidratação.

-T’mar já chega disto!

O tom que ele usou, fez T’mar despertar rapidamente de seus pensamentos e fitar o médico com olhar assustado.

-Eu te dei espaço e te respeitei até agora! Pensei que essa preciosa lógica que vocês tanto prezam poria juízo entre estas orelhas pontudas, T’mar!

A mulher o olhava atônita. Ate aquele momento, McCoy jamais havia levantado a voz para ela.

-Não vê que se continuar desta maneira, vai morrer sua duende maluca? Eu não vou deixar isto acontecer! Se você não colaborar por bem, eu juro por Deus que eu te interno nesta enfermaria!

-McCoy...eu preciso...-tentou falar se voltando para a encubadora.

-Eu sei o quanto está preocupada com a sua filha, mas não percebe que ela precisa de você bem? Disse que contava com minha competência para cuidar dela, mas não é isto que está fazendo. –falou tomando o padd das mãos da morena.

-Você não pode...

T’mar tentava protestar enquanto McCoy a conduzia segurando pelos pulsos até o outro lado da enfermaria e a fazendo sentar em uma das macas, afim de examiná-la melhor.

A bela morena não havia perdido seus encantos, mas há tempo não possuía o mesmo brilho no olhar.

McCoy a escaneava concentrado e ela permanecia de cabeça baixa. Ele estava estranhando o silêncio da morena. Normalmente á esta altura ela já teria lhe dado duas ou três respostas bastante ácidas ou teria pinçado seu nervo e o colocado pra dormir sem esforço, no entanto ela permanecia quieta.

-Felizmente o único dado alarmante que tenho no momento...

O médico parou de falar assim que T’mar voltou a encará-lo. O olhar antes vazio, dava lugar á uma expressão triste.

Lágrimas escorriam por sua face deixando-a úmida, porém ela não emitia nenhum som, não alterava a respiração ou mudava a expressão de seu rosto.

Agora foi a vez do médico ficar atônito. Ele não sabia como agir, nunca imaginou presenciar isto.

-T’mar eu sinto...não queria...não achei que você ficaria ofendida...

-Este é um sentimento puramente humano, Leonard. Eu não pretendia ofender o seu trabalho...mas deve saber o quanto uma criança saudável é importante em minha cultura, especialmente se for uma menina...

-Sim...escutei Spock falando isto pelo menos uma dúzia de vezes...-suspirou- Sim...ele vem sempre aqui e fica fazendo as mesmas coisas que você. Mas ele não está obcecado...ela vai ficar bem...-afirmou.

-Bem é um termo bastante relativo. Você quer dizer que ela vai sobreviver.

-E não é por isto que estamos lutando? Pra que ela sobreviva...

-Acabei de ler no ultimo relatório que ela está ganhando peso adequadamente...entretanto a gasometria apresenta anomalias...

-Eu pretendia falar sobre isto somente quando ela estivesse totalmente fora de perigo. Na verdade o que você chama de anomalia nada mais é do que uma inadequação para respirar numa atmosfera como a de Vulcano...Mas ela poderá viver normalmente na nossa atmosfera...

-Você sabe que ela precisará ser educada de forma muito efetiva para aprender a filosofia de Surak. Meus pais tiveram dificuldades comigo e eu sozinha não poderia.

-Você não está pretendendo... T’mar você mesma disse que não te aceitariam lá...

-T’risa é uma filha de dois mundos. Vulcanos não gostam muito de mestiços, mas é o que ela é...

-T’risa? Você escolheu um nome...tem um significado?

-Sim...todos os nomes em Vulcano têm significado, Leonard...-ela falou levantando-se da maca e andando em direção á incubadora onde a menina parecia brincar com os pés.

T’mar tocou o vidro com carinho e prosseguiu

-Dama de vigorosa sobrevivência. Ela precisou ser muito forte pra chegar até aqui.

-Com certeza! Ela está sendo...agora vamos...você está desidratada e é oficialmente minha paciente.

O médico fechou o compartimento da incubadora e conduziu T’mar gentilmente de volta á enfermaria. A acomodou e iniciou o tratamento.

Escutar seu nome outra vez na voz de T’mar era definitivamente reconfortante. Sorriu preparando o hipospray e nos dias que se seguiram, ela foi a paciente mais tranqüila e solícita que ele jamais teve.


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MensagemAssunto: Re: A Filha de Dois Mundos   Qui Dez 22, 2016 8:59 pm

Capítulo 33 - Fofoca

Quando finalmente pode voltar seu posto, T’mar seguia trabalhando com afinco, mas tentava ser mais simpática aos tripulantes que perguntavam como ela estava.

Ninguém perguntava sobre a criança, mas o boato que corria pelos cantos da nave era sobre quem seria o verdadeiro pai.

Alguns chegavam a apostar seus créditos no replicador de comida. Cada um tinha seu preferido.

Mesmo que ninguém falasse abertamente sobre este assunto pelos corredores, T’mar ainda podia sentir o olhar acusador de algumas pessoas quando ela passava.

***

-Estou te dizendo ...não deixe seu namorado dando sopa perto dela...é do pior tipo.

-Sempre ouvi dizer que são as mais frias...

-Besteira! A quantidade de vezes que foi vista no deck dos oficiais ...

-Ela namorava o Dr...

-Não só na cabine dele...você sabe...ela gosta de procurar os da mesma espécie... pra dar conta... vai saber quem é o pai daquele bebê!

Uhura tomava um café do outro lado do refeitório e havia passado desapercebido pelas duas ordenanças enquanto elas teciam comentários maldosos, porém seus ouvidos estavam bem acostumados a vasculhar freqüências cheias de interferências. Escutar cochichos do outro lado da sala era coisa banal.

Sentiu um arrepio lhe percorrer o corpo.

Spock estivera bastante ausente desde o incidente com a nave romulana , e há algum tempo não passavam tantas horas juntos como antes.

Ela não se sentia bem na presença de T’mar desde que ela ingressara na Enterprise. Sempre se sentiu intimidada pelo fato de terem a mesma origem...e agora aquela conversa fazia com que todas as ressalvas que tinha ate agora virassem uma sensação terrível no estômago.

Esperou até que a tremedeira em suas pernas passasse para poder sair dali.

Caminhou com aquela sensação ruim até a ponte de comando. Spock operava calmamente os painéis a sua frente. O primeiro ímpeto de Uhura foi de ir até lá e tirar satisfações imediatamente, gritar com ele, dar-lhe umas bofetadas, mas se conteve á muito custo.

Suas mãos chegavam a suar quando ela escutava o primeiro oficial chamando pela cientista no comunicador, e sua mente criava mil imagens que faziam sua cabeça começar a latejar.

Tentava voltar sua atenção ao seu console de comunicação , mas seu ouvido treinado captava alguns fragmentos das conversas entre Spock e T’mar.

Cada vez que a voz de seu amado chamava pelo nome da outra, parecia que soava um alarme em sua mente e ela simplesmente não conseguia evitar de buscar o que falavam.

A bela se auto censurava, mas não conseguia deixar de fazer.

Concentrou-se em uma mensagem criptografada que há muito pretendia terminar de traduzir, afim de distrair a mente.

A comunicação entre a ponte de comando e o laboratório estava frenético naquele fim de turno, e uhura perdia a conta de quantas vezes Spock contatava o setor, que acaso era liderado pela “vulcana” áquela altura da missão.

“ T’mar ... preciso...meus aposentos...mais tarde”

Foram poucas palavras que seus ouvidos captaram enquanto o som de interferência ressoava em seu comunicador de orelha.

Respirou fundo para tentar se acalmar, mas sua cabeça parecia estar rodando.

Discretamente ela solicitou que alguém a substituísse e foi buscar o silencio de seu alojamento.

Depois de vários minutos, Spock se deu conta de que a bela Uhura não estava em seu posto e ainda faltavam um par de horas para que seu turno acabasse.

-Alferes-disse o vulcano ao rapaz que estava substituindo a oficial de comunicações-Porquê a Tenente Uhura não está em seu posto?

-Ela relatou não estar se sentindo bem e solicitou que a rendesse, senhor.

***

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MensagemAssunto: Re: A Filha de Dois Mundos   Qui Dez 22, 2016 9:00 pm

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MensagemAssunto: Re: A Filha de Dois Mundos   Qui Dez 22, 2016 9:01 pm

Vai da briga com a uhuura agora
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MensagemAssunto: Re: A Filha de Dois Mundos   Qui Dez 22, 2016 9:03 pm

Blankie Jackson escreveu:


HAHAHHAHAHAHAHHAHAHHHAH

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MensagemAssunto: Re: A Filha de Dois Mundos   Qui Dez 22, 2016 9:03 pm

Blankie Jackson escreveu:
Vai da briga com a uhuura agora

we love treta. treta forever

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MensagemAssunto: Re: A Filha de Dois Mundos   Qui Dez 22, 2016 9:03 pm

Capítulo 34 - Uma visita ao alojamento

***



Uhura chegou em seus aposentos e após apagar todas as luzes, deitou-se em sua cama na esperança de que aquela dor latejante em sua cabeça passasse.

-Foram só palavras soltas, Nyota... nada de mais...Spock é incapaz de mentir e ele não faria isto com você.

Passaram-se alguns minutos sem sucesso e aquela dor a estava fazendo ficar nauseada.

Viu que ainda faltavam alguns minutos para o fim do turno de Spock e resolveu ir até a enfermaria ver se McCoy teria algum medicamento pra cessar aquele desconforto.

***



T’mar tivera um dia bastante produtivo, como há tempos não ocorriam. A dinâmica entre ela e sua equipe no laboratório estavam fazendo de seus turnos cada dia melhores.

Finalizou o que havia programado para aquele dia e organizou sua mesa de trabalho. Recolheu o padd e os tapes com as pesquisas que Spock solicitou que levasse até o alojamento dele. Calculou o tempo que levaria pra concluir esta tarefa e o caminho mais rápido para retornar á enfermaria. O momento que T’risa sairia da incubadora se aproximava e ela queria estar presente .

McCoy a havia orientado para aumentar a ingestão calórica naquelas ultimas semanas, afim de dar suporte ao medicamento diário que ele garantia que a ajudaria a alimentar sua filha.

Aquilo fez com que suas formas voluptuosas se tornassem novamente evidentes e seus seios pareciam estar maiores, ficando com o uniforme todo ajustado em seu corpo. Mais uma coisa que preciso resolver, ela pensou antes de sair do laboratório.

Tomou o turbolift e solicitou o deck onde ficavam os dormitórios dos oficiais. Naquele horário estavam a maioria ainda em serviço e os que não estavam, se dividiam entre os que desfrutavam das salas de recreação e os que preferiam cultivar seus próprios hobbies em seus alojamentos, como a leitura . Sendo assim, os corredores estavam vazios e silenciosos.

Chegou ao corredor onde ficava o alojamento do Sr Spock e avistou no extremo oposto, a tenente Uhura. T’mar tinha consciência da antipatia que a oficial de comunicações nutria por ela, sem que jamais tivessem trocado uma palavra fora dos canais de comunicação da nave.

Percebeu quando a oficial a avistou e mudou rapidamente seu caminho, andando a passos largos em sua direção.



***



Uhura cruzava os corredores da nave andando á passos lentos, pois cada um que ela dava, parecia ecoar dentro de sua cabeça como marteladas.

Quando passava pelo corredor que dava acesso ao alojamento de Spock, se deteve por um instante , imaginando se ele teria algum toque vulcano milagrosa pra aliviar aquela dor com mais eficiência que os hyposprays do McCoy, e avistou no outro lado do corredor, aquela que certamente era a causadora inicial daquele desconforto, aliada é claro á sua imaginação e descontrole.

Naquele momento cada um dos comentários maldosos que havia escutado mais cedo no refeitório ecoavam em sua mente e a voz de Spock chamando pelo nome dela parecia gritar em seus ouvidos. Quando se deu conta, andava apressada na direção da “vulcana”.

-Oh...olá T’mar! O que faz aqui no deck dos oficiais?

-Algumas tarefas que preciso fazer antes de ir para a enfermaria.

-Achei que seu trabalho era somente no laboratório...

T’mar podia perceber um alto teor de ironia na maneira em como a oficial á sua frente tecia as perguntas mesmo sabendo as respostas obvias.

-O Comandante Spock solicitou-me que viesse até seu alojamento...

Antes que T’mar conseguisse completar a frase explicando que trazia os tapes com algumas pesquisas que Spock pretendia estudar com calma , Uhura deu-lhe uma forte bofetada no rosto, seguida de alguns xingamentos desconexos e palavras em suahili.

T’mar deu um passo pra trás com a surpresa, e levou a mão ao rosto que ardia e viu que a Tenente não pretendia terminar aquele ataque infundado somente naquela agressão.

Conseguiu desviar da agressão seguinte, mantendo seguros os tapes e o padd que trazia em suas mãos.

-Tenente eu não entendo o motivo de sua ira, mas peço que pare, não pretendo machucá-la!-T’mar advertiu.

-Me machucar? Eu vou arrancar o seu couro, sua ‘nafasi malaya’ !

-Não sei o que significa, mas solicito que pare! Este embate não tem lógica de estar acontecendo!

Quando mais T’mar se desvencilhava de seus ataques, mais Uhura ficava enfurecida e curiosos surgiam das portas de alguns dos quartos, formando uma pequena platéia.

Uhura avançou mais uma vez, com o rosto tomado de raiva. T’mar desviou e com um movimento rápido, fez uma pinça vulcana, pondo a oficial de comunicações desacordada não chão do corredor em segundos.

Spock que passava pelo fim do corredor naquele momento, pretendendo ver se Uhura estava na enfermaria, viu aquela confusão se formando próximo ao seu alojamento e resolveu verificar. Chegou a tempo apenas de impedir que Uhura caísse no chão com mais força.

-O que está acontecendo aqui, Tenente?-indagou tomando Uhura em seus braços.

-Gostaria de entender, Comandante. A Tenente parecia enfurecida e determinada a me causar algum ferimento, sendo que eu somente respondi diretamente o questionamento que me fez. Sobre estar neste deck e neste corredor especificamente.

-Vou levá-la para a enfermaria. Ela não parecia se sentir bem na ponte de comando . Você deveria ir também...há uma mancha em seu rosto.

-Eu não percebi que minha resposta desencadearia uma agressão e não estava preparada, por isto a tenente obteve sucesso no primeiro golpe.


Notas Finais

* nafasi malaya- prostituta espacial em suaíli Wink

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MensagemAssunto: Re: A Filha de Dois Mundos   Qui Dez 22, 2016 9:08 pm

Uhurra para menina vai perder o macho
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MensagemAssunto: Re: A Filha de Dois Mundos   Qui Dez 22, 2016 9:10 pm

Blankie Jackson escreveu:
Uhurra para menina vai perder o macho
imagino a T'Mar mais alta que a Uhura, e ela baixinha e super brava tentando bater

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MensagemAssunto: Re: A Filha de Dois Mundos   Qui Dez 22, 2016 9:10 pm

Capítulo 35 - Ciúme?

Chegaram na enfermaria e logo McCoy veio ao seu encontro.

-T’mar o que houve? Seu rosto...

-Uhura relatou ao alferes Morales que não se sentia bem, em seguida atacou a tenente T’mar no corredor... –relatou Spock deixando Uhura sobre a maca com cuidado.

-Ela teve contato com algum agente infeccioso?-disse o médico tratando de escanear a jovem com um tricorder.

-Ela não esteve nos últimos grupos de desembarque nem teve contato com nenhum grupo...sequer com material de pesquisa.

-Vou ver como está a T’risa, com licença...

-T’mar espere...McCoy precisa ver este ferimento em seu rosto...se você foi infectada pelo mesmo agente que causou este surto em Nyota... –Spock falava se aproximando de T’mar e tocando seu rosto afim de examinar melhor o hematoma verde no rosto da mulher.

-Estou bem, Spock, não há com o que se preocupar-ela responde segurando a mão do Comandante para afastá-la de seu rosto.

-Eu não acredito, Spock! Você fica trocando carícias com esta... inayotolewa!

Uhura despertou e viu apenas uma parte da conversa, ficando ainda mais irritada. McCoy teve dificuldade em contê-la na maca.

-Nyota! Você não está em seu juízo perfeito!-falou o vulcano se aproximando , pretendendo ajudar o médico a prendê-la a cama.

-Ainda tem coragem de me chamar de louca, Spock! Agora fica claro que tudo o que se fala pelos corredores da nave é verdade!-gritava com os olhos xispando de ódio.

-Creio que a tenente esteja sendo afetada por um sentimento humano genuíno e muito forte, Sr Spock...ciúme. –concluiu T’mar.

-Ciúme? Não entendo...-fala o vulcano olhando pra Uhura com olhar curioso.

-Vai negar Spock? Que o que dizem não é verdade? Que você anda se encontrando com esta aí...que pediu que ela fosse até seu quarto esta noite...ainda mais depois de dizer pra mim que tinha coisas a fazer!

-De fato Spock pediu que fosse até seu alojamento, Tenente...pediu-me que levasse uma pesquisa que estamos desenvolvendo para reenergisar cristais de dilitium, ao que creio que pretendia estudar á noite. Se é a este tipo de encontro que se refere, você está correta. Spock e eu somos da mesma divisão nesta nave e é lógico que trabalhemos juntos.

-Sua piranha romulana dissimulada ! Vai conseguir negar que está dormindo com ele! Que aquela criança é dele? Que era por isto que Nero mandou te levar pra aquela nave?

-Ei! Ei que história é esta? De onde tirou estas coisas Uhura? A filha da T’mar é minha! –interrompeu McCoy se aproximando de T’mar que estava atônita e a abraçando pelo ombro.

-Ela foi vista á noite naquele deck, perto do alojamento...-gaguejou uhura.

-Ah...oh...de fato...deve saber que eu também tenho meu alojamento naquele deck, no mesmo corredor que o comandante, Uhura...nós tentamos ser discretos...mas talvez T’mar já tenha sido vista saindo do meu alojamento...veja bem...somo adultos, o que há de errado? Acaso nunca fez uma visita sorrateira naquele corredor? –completou o médico sorrindo.


Notas Finais

* inayotolewa- oferecida em suaíli Very Happy

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MensagemAssunto: Re: A Filha de Dois Mundos   Qui Dez 22, 2016 9:14 pm

pego de jeito em macoy. ela é cliente vip do spock :rsrs:

lele fala suaíli nem sabia
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MensagemAssunto: Re: A Filha de Dois Mundos   Qui Dez 22, 2016 9:15 pm

Blankie Jackson escreveu:
pego de jeito em macoy. ela é cliente vip do spock :rsrs:

lele fala suaíli nem sabia

AHAHAHHAHA
Nada que o Google tradutor não resolva

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MensagemAssunto: Re: A Filha de Dois Mundos   Qui Dez 22, 2016 9:16 pm

Capítulo 36 - Verdade do coração

Spock e T’mar permaneciam calados. Não havia nada que eles pudessem dizer que não tornasse a inflamar a ira da tenente Uhura. Se olharam e concordaram que o silêncio era a melhor alternativa naquele momento.

-Agora pode ir, Tenente... não encontrei nada de errado em suas leituras que justifiquem que você precise ficar na enfermaria- informou o médico soltando as amarras que prendiam Uhura á cama.

A tenente saiu apressada, não aceitando sequer a companhia de Spock no retorno ao seu alojamento. Estava se sentindo envergonhada demais por ter deixado sua imaginação lhe pregar aquela peça, por ter agredido um membro da tripulação, por ter feito acusações. Sequer lembrava da excruciante dor de cabeça que a acometia há alguns minutos atrás.

Spock pretendeu falar alguma coisa sobre a mentira contada por McCoy, mas o médico e T’mar estavam se encarando de maneira tão intensa que ele percebeu que não seria ouvido.

-Leonard porquê fez isto?

-Porque é a verdade do meu coração, T’mar. Eu estou tão apegado á T’risa que considero ela como se fosse minha... Um dia disse que preferia minha presença que a de qualquer outro...esta ainda é a verdade do seu coração?

A morena suspirou, deixando se envolver pelos braços do médico que a fitava com doçura.

-Tenho certeza que não se refere ao músculo destinado a bombear sangue pelo corpo, Leonard...

-Não...com certeza não...-McCoy seguia trazendo a bela morena para mais próximo , acariciando ternamente o rosto ainda dolorido.

-Neste caso posso dizer que a resposta é afirmativa, Leonard... Você tem consciência do que isto implicaria?

-Se puder estar com vocês duas perto de mim, já me basta, T’mar...

O médico encerrou aquela conversa envolvendo os lábios da morena com carinho, sentindo um calor lhe invadindo o peito, tamanha era a saudade e a vontade de poder tocá-la novamente.

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MensagemAssunto: Re: A Filha de Dois Mundos   Qui Dez 22, 2016 9:20 pm

Acho que a uhura tá solteiira
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MensagemAssunto: Re: A Filha de Dois Mundos   Qui Dez 22, 2016 9:21 pm

Capítulo 37 - Spock e Uhura

O clima voltara a ficar ameno á bordo da nave.

O mesmo não se podia dizer respeito da relação entre Spock e Uhura.

O Vulcano vinha cada vez mais ficando insatisfeito com as reações hiper-emocionais de sua parceira, tanto a respeito da cultura de seu planeta quando á relação que ele mantinha com T’mar.

-Se eu escolhi estar com você, Nyota, qual a razão de alimentar qualquer tipo de emoção quanto á relação que tenho com T’mar ou qualquer outra mulher á bordo?

-Porquê você não sai de perto dela...tá toda vida querendo saber daquela filha , muito interessado pra quem não é o pai!

Spock suspirou. Ele não podia desmentir McCoy, nem confirmar .

-Deve saber o quanto uma criança vulcana é preciosa. Mesmo quem não é da família preza por crianças saudáveis e inteligentes. Sou o único vínculo que resta a T’mar com nossa cultura, e já me dispus a ajudar com a menina se ela e McCoy julgarem necessário.

-Você é incrível Spock! Vai sempre arranjar um jeito pra ficar perto daquela... eu não sei mais nem qual adjetivo utilizar.

-Não será mais necessário, Nyota. Nossa relação ficará restrita a ponte de comando e nossas patentes, assim não será mais relevante qual adjetivo pretenda dar à Tenente T’mar ou à pequena T’risa.

Spock deixou o alojamento de Uhura pela ultima vez aquela manha. Estava terminado. O que quer que tivessem já estava por demasiado desgastado


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MensagemAssunto: Re: A Filha de Dois Mundos   Qui Dez 22, 2016 9:22 pm

spock solteiro? tio me liga
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MensagemAssunto: Re: A Filha de Dois Mundos   Qui Dez 22, 2016 9:26 pm

Blankie Jackson escreveu:
spock solteiro? tio me liga


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MensagemAssunto: Re: A Filha de Dois Mundos   Qui Dez 22, 2016 9:27 pm

Capítulo 38 - Ela é tão linda

Ao final do turno daquele dia, depois de verificar uma ultima vez os dados da pesquisa que estava desenvolvendo com a supervisão de Spock, T’mar deixou o laboratório e partiu em direção ao seu destino diário nos últimos meses. A enfermaria.

A mudança em sua atitude era amplamente notável. Mesmo que ela não andasse a distribuir sorrisos pelos corredores da nave, era senso comum de que sua expressão era mais leve.

Linguas maldosas conjecturavam que era por causa da “briga” que aconteceu no deck dos oficiais, que T’mar não teria vencido somente por eloqüência e o golpe certeiro pondo sua rival á nocaute , mas porque o premio da vitória teria sido a total atenção do Comandante.

T’mar chegou ao seu destino no mesmo horário de sempre, e foi diretamente verificar os sinais vitais e leituras da pequena T’risa. Para sua supresa o monitor não marcava nada!

Tentou controlar o tremor em seus dedos ao digitar o comando que daria acesso a incubadora, e para sua surpresa o compartimento se encontrava vazio.

-McCoy! Onde ela está?

T’mar procurava aflita pelo médico. A enfermaria não era assim tão grande, mas ela sentia como se tivesse andado muitas milhas até chegar ao ponto de onde vinha a voz de McCoy.

Entrou na sala do médico e lá estava ela, tranquilamente adormecida, aconchegada nos braços dele.

-Porque? Porque não me chamou? Sabia que eu desejava estar presente quando a tirasse...

-Ela estava muito agitada, com as leituras oscilando... pensei que iríamos perdê-la.-falou depositando a pequenina nos braços da mãe- mas ela estava apenas querendo me avisar que estava pronta.

T’mar não sabia como se comportar, o que fazer com aquela pequena criança em seus braços. Seu coração batia tão forte e ela sentia medo de não medir a própria força e feri-la. Ela queria protegê-las mas sua aparente fragilidade a assustava.

A menininha espreguiçou-se e lentamente abriu os olhos. Grandes olhos castanhos; e encarou T’mar com toda a seriedade que seu rostinho miúdo poderia expressar. Pareciam estar finalmente se reconhecendo.

-Ela é tão linda T’mar... parece com você!- comentou McCoy sem conseguir esconder que estava emocionado.

-Estes olhos...- falou acariciando as sobrancelhas angulosas da pequenina- quisera pudessem ser azuis.

-Ela é perfeita T’mar...tem olhos lindos! E eu já a amo tanto que nada mais importa...

McCoy finalizou aquela frase abraçando a mulher afetuosamente e dando-lhe um beijo na testa.

***

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Blankie Jackson
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MensagemAssunto: Re: A Filha de Dois Mundos   Qui Dez 22, 2016 9:30 pm

Ela saiu que coisa fofa
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T'Vran
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MensagemAssunto: Re: A Filha de Dois Mundos   Qui Dez 22, 2016 9:31 pm

Bem gente...é isto.
Agradeço a cada um(a) que dedicou algum tempo pra ler, pra comentar ou apenas acompanhar.



Capítulo 39 - O Começo

A menina ainda precisou ficar alguns dias a mais na enfermaria, pois T’mar nunca havia tido contado com crianças, ainda mais tão pequenas e, por mais boa vontade que tivesse, lhe faltava o instinto.

McCoy dizia que T’risa era seu pequeno presente e dedicava cada minuto livre a cuidar da menina. T’mar igualmente se mantinha cada dia mais empenhada em proporcionar bem estar á sua pequenina.

Ninguém poderia afirmar que a Enterprise era o lugar perfeito para se formar uma família, para se criar uma criança. T’mar havia crescido em um cargueiro e não via mal algum em ver sua filha dando os primeiros passos entre laboratórios e alojamentos.

Mas ela sabia que chegaria o momento que a Enterprise não seria mais adequada. T’risa precisaria de mais. Melhor e mais efetiva educação.

A menina já se mostrava bastante eloqüente. Era esperta e tinha um dom de negociação que deixava até Jim Kirk constrangido.

Como o fato de não ceder ás ordens de sua mãe de que deveria cortar os cabelos, de que deveria ao menos deixá-los presos.

Mesmo com todos os excelentes mestres que ela poderia ter á bordo da nave, sua pequena família sabia que o dia que ela deveria partir chegaria logo.

Spock se fazia o presente na educação da menina tanto o quanto poderia, mas ainda assim não era suficiente. Ela precisava freqüentar uma escola, conviver com outras crianças, desenvolver adequadamente todos seus dons.

***

-Sr Spock, posso lhe falar?

A pequena se aproximava dele com semblante sério, quase pesaroso. No alto de seus 6 anos T’risa era a criança mais adulta que aquela tripulação já conheceu. Tinha seus arroubos infantis e seus momentos de pura irritação.

Aparentemente apenas Spock conseguia fazê-la tranqüilizar-se, concentrar-se, controlar-se.

Ele parecia ocupado em decidir qual o próximo movimento no tabuleiro de xadrez.

-Estou ouvindo, Srta T’Risa.-falou sem desviar o olhar.

A menina deu um ruidoso suspiro , claramente demonstrando sua frustração.

-Veja o que posso fazer!-insistiu batendo o pé no chão.

No momento que Spock desviou seu olha para a menina, esta ergueu a sobrancelha direita tão alto quanto pôde, mantendo uma expressão estóica em seu rosto.

-Fascinante T’Risa. Vejo também que está desobedecendo sua mãe andando por aí com os cabelos soltos.

-Papai gosta deles assim.

Ela fez uma breve pausa adivinhando o aborrecimento se desenhando nas feições do vulcano.

Por vezes ela achava divertido ver a maneira acalorada como conversavam e como as expressões cheias de emoção de McCoy pareciam aborrecer Spock

-Sr Spock, minha mãe disse que vamos nos mudar para a Terra hoje... Ela sempre ouve o que você diz...diga para ela que não desejo partir.

-Eu posso te instruir nas lições da Filosofia de Surak e te ensinar métodos eficazes para o controle das emoções e meditação T’Risa, mas não tenho autoridade pra ir contra as vontade de T’mar e McCoy...não tenho autoridade pra isto.

-Mas eu não desejo partir! –ela bateu o pé fechando as mãozinhas em punho- Não desejo! Não é justo! Tudo que eu conheço está aqui na Enterprise. Meus amigos, meu quarto...o Senhor...o que eu terei na Terra? –choramingou.

-Muitas outras coisas pi' t'sai(pequena dama). Vai aprender em uma escola com muitas crianças e excelentes professores.

A menina soluçou tentando não chorar.

-Nossos sentimentos e emoções são sempre muito intensas, T’Risa. Prometa-me que não descuide de sua rotina de meditação e continue as lições que vínhamos estudando. É importante.

- O Sr não poderá mesmo descer, Spock? Não ficará conosco? Ao menos alguns dias...-insistiu

-Não T’Risa. Meu lugar é aqui na Enterprise.

***



-Capitão, estamos nos aproximando da Doca Espacial da Terra.

A voz da Oficial de Comunicações chamava pelo intercon da enfermaria.

-Quanto tempo, Uhura?

-Trinta minutos, senhor. A Base informa que os tripulantes transferidos já se encontram na Doca para ingressarem.

-Obrigado Tenente. Kirk desliga.

- É a hora de dizer adeus, Jim.

-Não parece certo que vai nos deixar, Magro.

-Também custei a acreditar que um dia isto aconteceria, Jim...mas cá estamos. Agora não sou somente um médico! Sou um pai de família.

O médico falava tentando aparentar bom humor com a decisão de deixar a Enterprise, afinal ele vivia reclamando de estar em espaço profundo, de ter que usar o teletransporte. Estar em terra firme, mais precisamente servindo no hospital da Frota Estelar na Terra parecia de fato uma boa opção. Mas no fundo ele estava pesaroso. A missão inicial de 5 anos já havia acabado, porém havia se instalado nele já um gosto pela exploração.

Ele terminou de recolher alguns itens pessoais que ainda estavam na enfermaria e retornou ao alojamento que agora dividia com “suas elfinhas” como ele gostava de as chamar.

“-McCoy, não somos serem da mitologia da Terra...”

T’mar protestava e ele se divertia. A pequenina achava graça e curiosa queria saber o que são “elfas”.

-Falta colocar mais algum item em sua bagagem, Leonard?

-Só falta minha pequena fadinha. Onde está a T’Risa?-perguntou pegando a ultima sacola que pretendia levar á sala de transporte.

-Veio me questionar sobre nossa partida, expressou toda sua frustração e saiu .

-Foi procurar por ele...-sentenciou o médico tristemente.

-Ela estará na sala de transporte no horário correto, Leonard... Vamos que nosso tempo aqui está acabando.

***

Após vários minutos de conversação intensa, T’Risa conseguira que Spock ao menos se comprometeria a visitá-la uma vez ao ano, no dia de seu aniversário, e reforçou dizendo.

-E senhor é um vulcano e não poderá voltar atrás com este compromisso, correto?

-Farei o possível. Preciso conduzi-la neste momento ao transporte, ou sua mãe virá até aqui.

-E ela estará muito zangada. De acordo, vamos ao transporte

Spock e T’Risa andaram em silêncio até a sala onde todos a esperavam.

-Adeus Capitão Kirk –disse a pequena fazendo o símbolo do ta’al com a mão de dedinhos miúdos.

- Até logo T’risa. Nos veremos em breve... ou não quer mais ser ajudante o Capitão?

Os olhinhos da menina brilharam. Ela sentia um carinho muito grande por Kirk, ele era de fato muito inspirador. Fazia com que qualquer um quisesse entrar para a Frota Estelar. Ela procurou os olhos de Spock que a fitava com a mesma imparcialidade de sempre. Fechou o semblante e acenou afirmativamente com a cabeça.

Despediu-se de Scotty que vinha lhe mostrando cada vez mais detalhes sobre os motores de dobra da nave e se encantava com a facilidade que ela compreendia.

Deu adeus também a Sulu e Chekov através do sistema de comunicação da nave. Se despediu de Uhura com certo acanho, pois a tenente era a única que não lhe dirigia muita simpatia.

-Até breve Sr Spock!- falou com seriedade se dirigindo ao vulcano de pé á sua frente.

-Até breve pi' t'sai.-ele responde erguendo a mão e a saudando.

Andou sem muita convicção até o transporte e se junto á T’mar e McCoy.

Spock permaneceu com os olhos fixos na criança enquanto a imagem da família se esmaecia diante dos olhos de todos.

-Até logo...filha.

Spock murmurou quase inaudível. Ele sabia que não era um fim. Era o começo.


Notas Finais

Mais uma vez, agradeço muito a atenção.
Adianto que estou trabalhando em um conto novinho com a Agatha_Wright.
Vai ser uma continuação da Filha de Dois mundos e teremos elementos da fanfic (ótima por sinal, recomendo) Faces de Pedra, escrita pela Agatha_Wright.

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